Substituam “Mile End” por “Praceta do Rodolfo” e às vezes é assim que me sinto.
Dedicado a com quem partilho o sofrimento.
Mile End
Pulp
We didn't have nowhere to live,
we didn't have nowhere to go
til someone said
"I know this place off Burditt Road."
It was on the fifteenth floor,
it had a board across the door.
It took an hour
to prise it off and get inside.
It smelt as if someone had died;
the living room was full of flies,
the kitchen sink was blocked
,the bathroom sink not there at all.
Ooh, it's a mess alright,
yes it's
Mile End.
And now we're living in the sky
I never thought I'd live so high,
just like Heaven,
if it didn't look like Hell.
The lift is always full of piss,
the fifth floor landing smells of fish
not just on Friday,
every single other day.
Below the kids come out tonight,
they kick a ball and have a fight
and maybe shoot somebody if they lose at pool.
Ooh, it's a mess alright,
yes it's
Mile End.
Nobody wants to be your friend
cos you're not from round here, ooh
as if that was
something to be proud about.
The pearly king of the Isle of Dogs
feels up children in the bogs.
Down by the playing fields,
someone sets a car on fire
I guess you have to go right down
before you understand just how,
how low, how low
a human being can go.
Ooh, it's a mess alright,
yes it's
Mile End.
"Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo." REV 1:3
quarta-feira, novembro 08, 2006
segunda-feira, novembro 06, 2006
5 Divas: Para quem aprecia boa música
Inspirado no post da Ella no Kind of blog.
Etta James - I'd Rather Go Blind (Blind Girl)
Baby I Love You by Aretha Franklin
Bessie Smith - St. Louis Blues
(2 em 1; Grande Count Basie)
Nina Simone - Porgy (I Love You, Porgy)
(Uma das minhas músicas preferidas da Nina S.)
Etta James - I'd Rather Go Blind (Blind Girl)
Baby I Love You by Aretha Franklin
Bessie Smith - St. Louis Blues
Ella Fitzgerald & Count Basie - A Tisket A Tasket
Nina Simone - Porgy (I Love You, Porgy)
(Uma das minhas músicas preferidas da Nina S.)
Vodka?
Entrevistadora: É verdade que existem graves problemas de alcoolismo entre os trabalhadores desta fábrica?
Entrevistado (capataz responsável): Nego veementemente essas denúncias. Não existe qualquer tipo de problemas nesta fábrica. Os nossos trabalhadores não bebem álcool…só um copito ou dois depois de almoço…
Entrevistado (capataz responsável): Nego veementemente essas denúncias. Não existe qualquer tipo de problemas nesta fábrica. Os nossos trabalhadores não bebem álcool…só um copito ou dois depois de almoço…
sexta-feira, novembro 03, 2006
Hoje, acho que me sinto assim...
Dead flowers
Townes Van Zandt
(lyrics byJagger/Richards)
And when you're sitting there
In your silk upholstered chair
Talking to some rich folks that you know
Well I hope you won't see me
In my ragged company
You know I could never be alone
Take me down little Susie, take me down
I know you think you're the Queen of the Underground
Send me dead flowers every morning
Send me dead flower by the mail
Send me dead flowers to my wedding
And I won't forget to put roses on your grave
And you're sitting back
In your rose pink Cadillac
Making bets on Kentucky Derby days
I'll be in my basement room
With a needle and a spoon
And another girl to take my pain away
Take me down little Susie, take me down
I know you think you're the Queen of the Underground
Send me dead flowers every morning
Send me dead flower by the mail
Send me dead flowers to my wedding
And I won't forget to put roses on your grave
PS: que moleza, que dia de merda... E não, claro que não existe nenhuma "Susie", muito menos “ dead flowers” (no caso de alguém saber o significado desta expressão, ou conhecer a origem desta música dos Rolling Stones).
(lyrics byJagger/Richards)
And when you're sitting there
In your silk upholstered chair
Talking to some rich folks that you know
Well I hope you won't see me
In my ragged company
You know I could never be alone
Take me down little Susie, take me down
I know you think you're the Queen of the Underground
Send me dead flowers every morning
Send me dead flower by the mail
Send me dead flowers to my wedding
And I won't forget to put roses on your grave
And you're sitting back
In your rose pink Cadillac
Making bets on Kentucky Derby days
I'll be in my basement room
With a needle and a spoon
And another girl to take my pain away
Take me down little Susie, take me down
I know you think you're the Queen of the Underground
Send me dead flowers every morning
Send me dead flower by the mail
Send me dead flowers to my wedding
And I won't forget to put roses on your grave
PS: que moleza, que dia de merda... E não, claro que não existe nenhuma "Susie", muito menos “ dead flowers” (no caso de alguém saber o significado desta expressão, ou conhecer a origem desta música dos Rolling Stones).
quinta-feira, novembro 02, 2006
Last Hippie Standing
Excelente documentário sobre a presença de hippies em Goa (Índia) ao longo das últimas 3 décadas, comparando a geração de 60 com a geração actual (o doc. é de 2002).
Vi este documentário em CD (depois de sacar da net) e encontrei estas partes no Youtube. Não
as visionei todas, por isso espero que estejam completas. Se não estiverem, procurem o filme na net. Vale a pena.
Part I
Part II
Part III
Part IV
Part I
Part II
Part III
Part IV
terça-feira, outubro 31, 2006
Primeira lei de Queirosene
Quem, numa discussão online, deixar de evocar Hitler ou o nazismo só por causa da Lei de Godwin, perde a discussão.
Gotta feel happy!
Little miss sunshine é um daqueles filmes em que saímos do cinema com um sorriso disfarçado.
Sentimo-nos Felizes.

Memorable Quotes from Little Miss Sunshine
Pageant Official Jenkins: [outraged at Olive's talent act] What is your daughter doing?
Richard: She's kickin' ass... that's what she's doing.
domingo, outubro 29, 2006
Como é que com tanto se faz tão pouco, e com tão pouco se faz tanto?
Ando a pôr os filmes em dia. Que é como quem diz, ando a ver, pouco a pouco, os filmes recentes de “maior sucesso”, ao mesmo tempo que tento ver ou rever “clássicos”. Na semana passada, uma desilusão (das grandes) e uma surpresa: respectivamente, Broken flowers, de Jim Jarmusch ; e À bout de souffle, de Jean-Luc Godard.
O que é que estes dois filmes têm em comum? Nada, mas tem tudo a ver com o título deste post.
Broken Flowers foi uma desilusão completa.

No final do filme tive que berrar uns nomes feios para o ar (vi o filme em casa, não em sítios públicos). Como é que com tão bons actores, com um argumento tão promissor, com uma produção cuidada, até mesmo com bons pormenores de realização, se faz uma porcaria tão grande? Calculo, que muitos dos leitores (os que eu adivinho que me estão a ler) terão gostado do filme. Pois eu nem achei bom nem mau, achei uma autêntica merda! Não quero desvendar o final do filme, para não o estragar a alguém que ainda faça intenções de o ver, por isso não farei grandes comentários ao mesmo.

Sobre os actores, de facto Bill Murray é excelente a fazer papéis de seres aborrecidos, com a vida, consigo próprio, com o mundo. Seja na "agorafóbica cidade de Tóquio" em Lost in Translation, seja neste Broken flowers. Mas, caramba! Já chateia! Será que este gajo teve mais do que 3 falas por filme desde os Ghostbusters? Se em Lost in Translation havia uma Sofia Coppola para o fazer falar sem ele abrir a boca, no filme de que vos falo Jim Jarmusch não consegue. Chega a ser penoso o quão morto é o personagem e o próprio filme. Aborrece, entedia, mata lentamente até ao ponto de se pensar em tirar o DVD e ver outra coisa. Mas como já referi, o argumento é engraçado e cria expectativas. Mas no final, temos a certeza: devíamos ter tirado o DVD e visto outro filme.
À bout de souffle é a completa antítese.

Um filme sem nenhuma história especial, um fugitivo, porque assassinou um polícia, uma jovem americana, linda, Paris, baixo orçamento, o guião só se concluiu durante as filmagens, filmagens simples, e um grande Filme.

Os actores e as suas falas valem por tudo. A realização, simples, foca-se nas palavras, nos olhares, nos movimentos de lábios, em particular do “gangster” Michel Poiccard (interpretado por Jean-Paul Belmondo).
Ambos os filmes são lentos, parados, algo aborrecidos. Mas neste, chegamos ao fim, e sentimo-nos satisfeitos, cheios de algo, cheios de cinema. Neste, temos vontade de ver (ou rever) Godard, temos vontade de idolatrá-lo e querer mais. Neste filme, percebemos que fazer cinema é não é para quem quer, é para quem sabe.

"Si vous n'aimez pas la mer, si vous n'aimez pas la montagne, si vous n'aimez pas la ville, allez vous faire foutre"
Michel Poiccard
PS: Ao reler este texto, vejo que é evidente um ódio demasiado visceral. Até admiro bastante o Bill e do Jim este é o único filme que conheço. Mas senti-me tão raivoso depois de perder hora e meia a ver esta porcaria que me apeteceu desabafar. Para este ataque súbito de consciência, muito contribuiu a opinião de quem sabe. Kalash, obrigado por me chamares a atenção. Para quando um blogue sobre cinema, com a opinião de quem sabe, ou seja, de quem conhece?
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