segunda-feira, novembro 17, 2008

Obama 1 - 1 McCain

Um momento para ficar na história dos anais da política:
Quando cada um dos candidatos teve que dizer porque o seu vice era bom para o substituir, caso acontecesse alguma coisa.
Obama falou da experiência e conhecimento em relações internacionais e assuntos domésticos de Biden; McCain disse que Palin era uma mulher modelo para os americanos e que entendia as crianças com necessidades especias.
Tem lógica: se Palin chegar a Presidente - se McCain ganhar, Palin fica a um ataque cardíaco de ser Presidente - pelo menos já sabe lidar com autistas.

Um empate porque McCain esteve mais agressivo e mais assertivo do que nos outros debates. Não concordo com nada do que ele defende, mas esteve ao mesmo nível, senão mesmo melhor, que Obama.

Mas também pode não ter sido nada disto, porque estava a ouvir a CNN Radio e não estive sempre a prestar 100 por cento de atenção ao debate.

Da série grandes malhas para se ouvir ao lanche (II)

Agoria

"Spinachgirl"

domingo, novembro 16, 2008

Espero que

encontres o misticismo que procuras


a diversão que procuras


e o homem da tua vida.


ainda ontem uma freak de calças à dread, e hoje uma mulher feita a viajar para sítios exóticos e tudo. Estou a ficar velho
:-)

Boa viagem

segunda-feira, novembro 10, 2008

Miriam Makeba 04/03/1932 - 10/11/2008


«A cantora sul-africana Miriam Makeba, conhecida como “Mamã África” faleceu esta noite aos 76 anos, depois de actuar num concerto em Nápoles, Itália, informou hoje o seu agente a uma rádio local.
A artista participava num evento contra o racismo e o crime organizado, em apoio ao escritor Roberto Saviano, autor do famoso livro “Gomorra” sobre a máfia italiana. Enquanto agradecia ao público, Makeba sentiu-se mal e desmaiou. Viria depois a falecer durante a noite em resultado de um ataque cardíaco no hospital de Castel Volturno. Já há alguns anos que a cantora sul-africana tinha problemas de saúde.
Miriam Makeba nasceu a 4 de Março de 1932 nos subúrbios de Joanesburgo. Foi a primeira mulher cantora negra da África do Sul a conseguir obter reconhecimento internacional e era também conhecida como um ícone da luta contra o "apartheid".
O seu primeiro sucesso foi alcançado ao lado do grupo “The Manhattan Brothers” em 1959. No ano seguinte, quando tentou regressar ao seu país para assistir ao funeral da mãe, o governo sul-africano impediu-a de entrar e pouco tempo depois a sua música foi proibida.
Em resultado, Miriam Makeba viveu 31 anos em exílio nos Estados Unidos, Europa e na Guiné, até voltar à sua terra natal em 1990, a pedido de Nelson Mandela.
A sul-africana foi também a primeira mulher negra a ganhar um Grammy (o mais prestigiado prémio de música), honra que partilhou com o cantor norte-americano Harry Balafonte em 1965. Dois anos depois conseguiria alcançar a fama internacional ao gravar “Pata Pata”, uma música inspirada nas danças dos subúrbios de Joanesburgo.
Em 1968, casou-se com Stokely Carmichael, líder do grupo "Panteras Negras" (partido negro revolucionário norte-americano), o que fez com que a sua editora decidisse rescindir o contrato.
Na sua autobiografia, Makeba diz, citada pelo “El País”: “Eu preservei a minha cultura, preservei a música das minhas origens. E, graças a isso, consegui converter-me nesta voz e imagem de África e do seu povo, sem ser consciente do meu feito”.
»

Publico


"Pata pata"