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sábado, fevereiro 23, 2008

Ramos-Horta

no hospital, ainda sob o efeito de drogas, pediu pastéis de Belém e vinho do Porto.
Cavaco vai dar.
Xanana Gusmão aproveitou e já pediu um pacotinho de cavacas, um dálmata de porcelana, uma garrafa de tinto da casa da taberna do Albertino que fica ali no cais do sodré, um CD do trio Odemira, as cuecas da Ana Malhoa, um projecto de construção de uma vivenda à Sócrates cheia de azulejos e mais foleira que o capachinho do Mendes Bota, um quadro do menino a chorar, um penteado à Saldanha Sanches e uma bola autografada pelo Makukula.
Esperamos ansiosamente pela resposta de cavaco.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Eu não diria melhor..

«Há qualquer coisa de errado nesta mini-remodelação.Como uma desvalorização monetária que não imprime confiança no novo valor da moeda.»

José Medeiros Ferreira in Bicho Carpinteiro

segunda-feira, janeiro 21, 2008

«Em entrevista à Antena 1

Manuel Alegre alerta para "erro colossal" da política de Saúde do Governo

"As pessoas vão passar a nascer em casa ou a morrer em casa, para além daqueles que já andam a nascer pelo caminho", ironizou, ao abordar numa entrevista à jornalista Flor Pedroso, da Antena 1 - a desertificação dos serviços públicos no interior.

Manuel Alegre confirmou que vai assinar uma petição em defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS), liderada pelo histórico do PS, António Arnaut, e que junta, entre outros, elementos do Bloco de Esquerda e do PCP. "A esquerda moderna deve reforçar o Estado social e não desmantelar o Estado social", declarou, sublinhando que, no poder, esta deveria garantir o reforço e viabilidade do SNS. "Estaria a mentir se dissesse que me reconheço (no actual Governo). Não, não me reconheço", afirmou.

"Parece que é isto que se está a fazer (desmantelar)", disse, acrescentando "não compreender esta política, não só das taxas moderadoras para tratamentos e cirurgias (uma dupla tributação), como a extinção de urgências e de Serviços de Atendimento Permanente e o encerramento de maternidades em zonas do interior, seja qual for a fundamentação técnica". "Isso é um erro colossal, porque as pessoas se sentem desprotegidas e abandonadas pelo Estado, sobretudo em regiões do país onde não há mais nada", declarou.

"Se tiram os serviços públicos do interior, as pessoas sentem-se abandonadas e desprotegidas, não foram criadas alternativas, as coisas não foram explicadas e é tudo feito por atacado", afirmou.

Alegre defendeu que estas medidas estão a "criar uma revolta muito grande" na população, porque os portugueses precisam de um "bom Serviço nacional de Saúde". "Eu já avisei que isto é perigoso", salientou, lembrando que até Jerónimo de Sousa foi "levado em ombros" na Anadia. "Se aparece uma Maria da Fonte, de saias ou de calças, arranja uma fronda popular, e isso pode pôr em causa um certo consenso nacional sobre a própria democracia", sublinhou.

Política de saúde "estapafúrdia"

"As condições de vida das pessoas não melhoraram" no interior e de repente tiram-lhes os serviços de saúde. As pessoas ficam aflitas", disse, sublinhando que isso "desgraça" a base social do PS e a confiança na democracia. Apesar do ministro da Saúde, Correia de Campos, ter sido seu colega em Coimbra e ser seu amigo, Alegre considerou que a sua política é "estapafúrdia".

Alegre reconheceu que o "Governo tem legitimidade democrática, porque ganhou com maioria absoluta", mas considerou que "os portugueses não se dão bem com as maiorias absolutas, sobretudo aqueles que governam e perdem um bocado a cabeça com as maiorias absolutas", sublinhou.

Inquirido sobre se se revia na prática do PS, afirmou que este partido "não o representa totalmente".

Alegre assume-se como uma das "referências" do seu partido, porque teve com ele socialistas de todo o lado na eleição presidencial e diz que "fracturou e muito" o eleitorado do Partido Socialista nessa contenda eleitoral.

Questionado novamente sobre se se revia na prática governativa do PS, respondeu: "Acho que não. Representa numas coisas e noutras não representa", esclareceu, destacando pela negativa "a destruição do Serviço nacional de Saúde", área onde diz que o Governo "não o representa com certeza".

"Mas houve coisas boas e que ficam", afirmou, destacando a interrupção voluntária da gravidez (IVG), a Lei da Paridade, e a Procriação Médica Assistida.

Alegre destacou também a forma como foi exercida a presidência portuguesa da União europeia, nomeadamente a realização das cimeiras da UE com o Brasil e com África, e a assinatura do Tratado de Lisboa, apesar de ter herdado o trabalho da Alemanha, o que conferiu a Portugal um desempenho global mesmo sendo um país pequeno.

O deputado socialista, que esteve ausente esta semana do Parlamento por razões de saúde, disse na longa entrevista à Antena 1 que teria "votado contra" a moção de censura ao Governo.

Alegre disse ser favorável ao referendo ao Tratado de Lisboa, mas reconheceu que essa forma de ratificação seria provavelmente "muito difícil".

O deputado socialista realçou a questão do "respeito pela palavra dada" e disse que se houvesse referendo isso teria sido "uma lição para os dirigentes europeus que tem medo de consultar os seus povos". "Há uma crise profunda", reconheceu, referindo-se ao socialismo na Europa.

"Sócrates fez coisas que outros socialistas não foram capazes de fazer", disse referindo-se aos aspectos positivos da acção do governo que mostram "independência" em relação ao conservadorismo da sociedade portuguesa e a uma abertura sobre certos valores da esquerda, só que para Alegre, "a esquerda não acaba aí".»

Público.pt, 19-01-2008 in M!C

Oiça aqui a entrevista à Antena 1

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Imagens exclusivas do conselho de ministros

, onde se tomou a decisão de construir o novo aeroporto em Alcochete.



Eu sou pró-Ota. O que faz de mim, pelos vistos, um Otário.

terça-feira, abril 24, 2007

Caminhamos para a inexistência?


Acabo de ouvir um senhor que ligou para o programa “Antena aberta” da Antena 1. Resumidamente, disse algo muito aproximado a: “(…) Presos políticos? Quantos eram? Só meia dúzia! E eram aqueles que queriam vender o país aos Soviéticos. Hoje em dia o primeiro-ministro pede aos jornalistas para não publicarem isto ou aquilo, controla a imprensa. Ora, isto é uma falsa democracia. Prefiro uma ditadura do que uma falsa democracia. E agora não se pode construir um museu ao Dr. Salazar? Se eu quiser visitar um mausoléu, não posso? (…) A mim, o 25 de Abril não me trouxe nada de bom.”
Este fórum da Antena 1 – tal como o fórum da TSF – é a voz do português sem voz, a voz do “bitaite” popular, a voz do povo, uma voz para se ouvir com atenção. Durante muito tempo não tinha paciência para ouvir as barbaridades aqui ditas. Demorei a chegar à conclusão de que as barbaridade mais não são do que as opiniões que eu considero contrárias às minhas. Mais, tendo o programa o formato e as características que tem, não só são opiniões diferentes como, geralmente, também são extremistas.
Demorei, mas mudei. Hoje em dia ouço estes taxistas, trolhas, operários, camionistas, reformados, etc, com a mesma atenção que oiço o Miguel Sousa Tavares. Quero conhecer o meu povo.
Ainda sobre o ouvinte que relatei no primeiro parágrafo, a sua atitude, os seus argumentos e o seu desconhecimento dos factos, são recorrentes em muitos outros ouvintes que ligam para falar sobre este ou outros temas.
Um povo sem memória é um povo morto, inexistente. Nós, os portugueses, temos tendência para esquecer o passado. Seja ele mais ou menos recente. No fundo, acho que fazemos mais do que isso. Lembramo-nos da História e dos seus protagonistas e factos, mas fazemos por os esquecer. Às vezes pior, lembramo-nos de uma maneira diferente, mais conveniente à nossa opinião. Lembramo-nos da História como a nos impingiram, no café, na taberna, no estádio, na esplanada. Os índices de leitura ou de analfabetismo funcional assim o comprovam, bem como os concursos da TV. Que o diga o Dr. Salazar.
A mim, o 25 de Abril só me trouxe coisas boas.

terça-feira, março 06, 2007

Paradoxo*?

Pedro Santana Lopes participou ontem num debate sobre "A Memória e a Política”, organizado pelo Clube dos Pensadores.
Ora aqui estão 4 palavras que não deviam caber na mesma frase: Santana; Lopes; Pensador; Memória.

(*) - Relacionado com a antítese, o paradoxo é uma figura de estilo que consiste na exposição contraditória de ideias. As expressões assim formuladas tornam-se proposições falsas, à luz do senso comum, mas que podem encerrar verdades do ponto de vista psicológico/poético.(Simplificando,é uma afirmação ou opinião que à primeira vista parece ser contraditória,mas na realidade expressa uma verdade possível). (in wikipédia)

domingo, março 04, 2007

Quem é quem?


Que imagem memorável.

Anti-fascistas contra um Museu de Salazar.

População, fascistas e afins contra os anti-fascista.

Portanto:

- Os anti-fascistas manifestam-se contra a coisa mais preciosa que o regime fascista suprimiu: a liberdade de livre expressão.
(Mesmo que o museu seja um memorial ao Salazar, local de peregrinação de saudosistas fascizóides e afins, acho que têm todo o direito e liberdade para o fazerem.)

- Do outro lado, o povo que grita Salazar e a extrema-direita lá concentrada, portanto, os saudosos do fascismo e da repressão, advogam o direito à liberdade (de construção do museu). E “eles que vão lá mandar prá terra deles, que na nossa mandamos nós”, mais não é que uma exaltação no poder autárquico/local que, durante o regime fascista, não existia.

Pelo meio, uma força policial - que no tempo dos fascistas já tinha dispersado aquela gente toda à bastonada- nem um tirinho disparou para a frente (nacional).
Uma GNR irreconhecível.


Quem é o quê afinal?

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Até a barraca abana


E pronto, de repente, já não se fala no aborto.
É o poder de um sismo.
Aposto que foi o Movimento do Não. É no que dá tantas beatas a rezar ao mesmo tempo.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Amnésia


O Público de hoje noticia: “Santana Lopes convidado duas vezes para líder parlamentar do PSD”.

“Gosto muito de política e gosto muito de ser deputado, mas mais nada. Não tenho projectos políticos para o curto e médio prazo” afirmou Santana Lopes.

As questões que se colocam parecem-me óbvias:

- Que a bancada do PSD vai mal (infelizmente para a democracia e para Portugal) é certo e sabido, mas a vontade de protagonismo é assim tanta que queiram de volta o pior dos piores? Não sou filiado nem sequer simpatizante do PSD mas ainda tenho algum respeito pelo partido. Pensei que tinham aprendido com os erros e que tinham percebido que a demagogia popularucha já não convence ninguém.

- Santana Lopes ainda é deputado?! Ainda vive em Portugal? Será que consegue sair à rua?...

- Mas alguma vez este senhor teve planos a curto, médio ou longo prazo? Alguma vez teve, pura e simplesmente, algum plano, alguma ideia?

- Que gosta muito de ser político, já eu sabia; “(…)mas mais nada.”
Também já me tinha apercebido disso: político (no pior sentido da palavra) e mais nada.

Como a amnésia é um mal colectivo nacional, aposto que quando o Zé Manel voltar de Bruxelas, o PSD estender-lhe-á a passadeira vermelha para Belém. O povo embasbacado com esse “grande Português” que liderou a Europa, votará em massa no grande timoneiro*.


Alguns seres com um bocadinho mais de memória, lembrar-se-ão que o Zé, aquando da perspectiva de um melhor ordenado e mais protagonismo, deu de frosques para Bruxelas, porque a situação por cá não ia para melhor. Estávamos a passar do discurso da tanga para o do fio dental. As eleições europeias tinham ditado uma derrota ao PSD e o Zé ainda veio à TV dizer aos Portugueses que tinha percebido a mensagem. Meses depois, ala que se faz tarde.


A todos os portugueses aconselho peixinho grelhado com mais frequência. Entre outras coisas, faz bem à memória.


(*)- reparem neste fantástico trocadilho com o passado Maoísta do Zé.

quarta-feira, novembro 29, 2006

Tuga

Como agora é moda fazer votações para o melhor ou pior português de sempre, o “Apocalipse Já!” inicia hoje a sua própria votação:

Qual foi o português mais assim-assim de sempre?

Aceitam-se sugestões.

sábado, novembro 18, 2006

E que tal um boicote?

A General Motors voltou com a palavra atrás e, ao que parece, vai mesmo fechar a fábrica da Opel na Azambuja.

A justificação (financeira) que usa não é válida. A crise financeira que a empresa atravessa tem origem nos EUA e não nos 500€/veículo adicionais que custa produzir em Portugal.

O maior fabricante do mundo, registrou no primeiro trimestre do ano um prejuízo de 1,1 biliões de dólares. A fatia de mercado tende a decair, enquanto isso, as tradicionais rivais asiáticas Toyota, a Nissan e a Hyundai ganharam mercado na América do Norte. O problema está do outro lado do Atlântico.

A deslocação para o leste da Europa está mais do que anunciada. A responsabilidade desta empresa parece, à primeira vista, nula.

Já há quem sugira um boicote a todos os produtos da General Motors

(clicar na imagem para ampliar)

terça-feira, outubro 17, 2006

Não há coincidências?


Funções governamentais exercidas
De 2004-07-17 Até 2005-03-12

Ministro de Estado do XVI Governo Constitucional
De 2004-07-17 Até 2005-03-12

Ministro da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar do XVI Governo Constitucional
De 2002-04-06 Até 2004-07-17

Ministro da Defesa Nacional do XV Governo Constitucional
De 2002-04-06 Até 2004-07-17

Ministro de Estado do XV Governo Constitucional
Fonte: Wikipedia

quinta-feira, junho 22, 2006

Monty Python - International Philosophy

Gentilmente dado a conhecer por Lugar Comum.

1. Só na Filosofia é que o Sócrates “marca golos”.
2. Os Gato Fedorento fizeram, numa das suas séries, um sketch igual a este (mas de muito pior qualidade). Os separadores da série (quando esta passava na SIC Radical) eram muito parecidos com os da série Monty Phyton (há bem pouco tempo revi-a na RTP memória). Isto não começa a soar a plágio?

quarta-feira, junho 14, 2006

Fenprof

Por mais justos que sejam os motivos para a luta (e não o são!), cada vez que a Fenprof marca uma Greve entre dois feriados, perde razão.

sábado, abril 22, 2006

Tuga-Light

Um aplauso a todos os deputados com faltas injustificadas.
Um aplauso a toda a gente que diz “s'láda” em vez de "salada".
Um aplauso ao Paulo Portas que, afinal, é filiado no PSD/Porto.
Um aplauso a quem roubou a urna de voto do CDS-PP/Oeiras.
Um aplauso a todos os blogues que, tal como este, só servem para masturbação intelectual.
Um aplauso ao anúncio que enaltece os aplausos.